Comitê do Eleitor

Quem é Paulo Kaufmann (PK)

O critério por trás das posições e sugestões deste espaço — mais de cinco décadas de participação política e cidadã.

Uma trajetória, não uma opinião de ocasião

Sou médico da saúde do trabalhador e mestre em sociologia. Desde a adolescência, também sou uma pessoa de política — no sentido mais simples e mais exigente da palavra: participação. Comecei a me filiar e militar ainda estudante, no Rio Grande do Sul, e desde então nunca deixei de acompanhar, estudar e me envolver com as decisões que afetam a vida coletiva. São mais de cinco décadas de caminho — com acertos, aprendizados e revisões, como qualquer trajetória séria.

Não indico candidatos por lealdade automática a partido. Indico por trajetória, coerência e proximidade real com o trabalho de cada um — e digo isso abertamente, para que você possa avaliar com os mesmos critérios que eu uso.

1982 Primeira filiação partidária, ainda jovem, no Rio Grande do Sul — influência de um ambiente familiar e social de forte engajamento político.
1980s Movimento estudantil universitário; participação ativa em mobilizações por direitos e por eleições diretas.
1990s Mudança para São Paulo; atuação médica voltada especificamente à Saúde do Trabalhador — escolha deliberada de unir prática clínica e compromisso social. Envolvimento com o movimento sindical (CUT e centrais de trabalhadores).
2000s Passagem pela FUNASA-SP; proximidade de trabalho com parlamentares e gestores públicos na interface entre saúde e política.
2006–2018 Cartas e mensagens pessoais de apoio a candidatos em diversas eleições — sempre com o mesmo formato: respeito à liberdade de escolha do destinatário, exposição clara do critério, e indicação apenas de pessoas que conheço e acompanho de perto.
Hoje O Comitê do Eleitor nasce como continuidade desse mesmo exercício — agora aberto, estruturado e disponível para qualquer pessoa interessada em participar com mais consciência.

Por que um médico fala de política

Para mim, essa pergunta tem uma resposta direta: fazer política é parte do meu compromisso profissional e ético, não algo paralelo a ele. O Código de Ética Médica brasileiro estabelece, já em seu primeiro princípio fundamental, que:

"A Medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza."

Leis, normas e decisões de governo determinam, todos os dias, a saúde de quem trabalha e de quem vive numa cidade — condições de trabalho, acesso à saúde pública, mobilidade, moradia, segurança. Um médico que se preocupa apenas com o diagnóstico individual, e ignora as decisões coletivas que produzem a doença antes mesmo dela chegar ao consultório, cumpre apenas parte do seu papel.

Foi esse entendimento que me levou, ainda estudante de medicina, a escrever simbolicamente uma "receita" para eleições diretas em 1984 — um gesto que resume bem como enxergo a relação entre saúde e cidadania desde então.

O critério para as sugestões deste espaço

Quando sugiro um nome neste site, sigo o mesmo critério que sempre usei nas minhas cartas e mensagens pessoais ao longo dos anos:

E, sempre, a mesma ressalva: uma sugestão não é uma ordem. Se você já tem candidato, siga-o e participe ativamente. Se ainda está decidindo, espero que este espaço ajude — com mais critério e menos ruído.

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